Ministério Público acusa profissionais por homicídio culposo de Ravi, de 2 anos, após liberação do grão de milho do nariz
O caso que chocou Goiatuba, no sul de Goiás, teve um novo desdobramento esta semana. O Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) apresentou uma acusação contra os dois médicos que atenderam Ravi de Souza Figueiredo, de apenas 2 anos, e que foi enterrado ontem (15), após a extração de um grão de milho de seu nariz, realizada no Hospital Municipal da cidade.
Em uma postagem no Facebook, o MPGO afirmou que os ‘profissionais Isabella Helena Caixeta de Oliveira e Daniella Carvalho Ferreira foram indiciadas por homicídio culposo por “morte sem intenção de matar”, mas por algo resultante de ato ou omissão imprudente, negligente ou incompetente.
Defesa dos médicos
A defesa de Isabella Helena disse, através de nota enviada ao g1, que não irá se manifestar publicamente e só se manifestará nos autos do processo, “respeitando o curso legal das investigações e o devido processo contraditório”. Até a última atualização, a defesa da doutora Daniella Carvalho não havia respondido.
Versão da família
A defesa da família de Ravi afirmou que o menino sofreu perfurações no pulmão e estômago quando esforços contínuos foram feitos para extrair o milho. Apresenta-se nos documentos que ar comprimido, uma máquina de vídeo-otoscópio e pinças foram usados nele durante esse procedimento, embora seu prontuário hospitalar conte uma história diferente.
Caso em investigação
As acusações são um passo crítico no processo, mas não equivalem a uma condenação. Agora caberia ao tribunal revisar o caso e determinar se as médicas irão a julgamento. Enquanto isso, a família de Ravi continua pressionando por justiça na morte do menino.
Por: Lucas Reis
Foto: Arquivo pessoal/Josenilson Figueiredo