Ação do Banco Central Visa Reduzir os Custos do Sistema Bancário e Promover o Uso de Plataformas Digitais
Para os usuários, os caixas eletrônicos, que há muito tempo servem como a principal fonte de dinheiro na Argentina, serão mais caros e limitados. Os principais bancos do país começarão a impor novos limites diários de saque e taxas mais altas para saques em terminais de outras instituições, a partir de setembro.
A modificação, aprovada pelo Banco Central da República Argentina (BCRA), faz parte de um plano para reestruturar o sistema financeiro à luz da crescente popularidade das carteiras digitais e dos planos para concentrar serviços através de aplicativos controlados por bancos.
Limites Divergentes por Instituição, Perfil
Quantidades de saques de acordo com o banco e perfil do cliente. No Banco Nación, por exemplo, os clientes poderão retirar até 150.000 pesos por dia através de caixas eletrônicos (ou até 500.000 em transações feitas através do aplicativo BNA+ ou internet banking).
Bancos privados como Santander e Galicia definiram limites que podem chegar a mais de 1 milhão de pesos por dia, principalmente para clientes de elite ou empresas.
Custos Mais Altos para Usuários
Além da restrição, os saques em caixas automáticos entre diferentes bancos se tornariam mais caros. O movimento tem impacto particular sobre os titulares de contas que dependem de terminais compartilhados em cidades menores com menos agências.
Incentivo para a Digitalização
O BCRA argumenta que a mudança é necessária para modernizar o sistema bancário e reduzir a quantidade de dinheiro em circulação. O objetivo é impulsionar o uso de pagamentos digitais e serviços online, que cresceram nos últimos anos com o boom das fintechs e aplicativos para transferências instantâneas.
Embora o governo afirme que a medida reduzirá custos e melhorará a eficiência do sistema, espera-se que tenha um impacto na vida diária dos argentinos, que já enfrentam uma inflação crescente e uma forte desvalorização de sua moeda, tornando o acesso ao dinheiro físico cada vez mais caro.
Por: Lucas Reis
Foto: Xataka