Suspeito de mais de dez crimes, incluindo feminicídios, agia com disfarces Rildo Soares, preso desde setembro, já confessou três assassinatos
A prisão de Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, em setembro, não encerrou apenas uma investigação complexa; ela trouxe à luz a face de um assassino em série cuja crueldade e frieza aterrorizaram a região. A Polícia Civil de Goiás revelou que Rildo é suspeito de mais de dez atos hediondos, que incluem feminicídios, estupros e latrocínio, confirmando o perfil de um predador que agia com requintes de crueldade.
O que mais assusta nesse caso é a completa falta de empatia e a metódica maneira de agir do criminoso. De acordo com o delegado Adelson Candeo, o padrão de violência e a repetição dos métodos de ataque se encaixam na definição internacional de um “serial killer”. Testemunhas e evidências mostram que Rildo utilizava disfarces, como uniforme de gari, para abordar suas vítimas, majoritariamente mulheres em situação de vulnerabilidade, durante a madrugada. A polícia também descobriu que ele voltava aos locais dos crimes, um sinal de vaidade e prazer em seus atos brutais.
A investigação policial, intensa e detalhada, encontrou na casa do suspeito bolsas e objetos femininos que comprovam o vínculo com as vítimas e os assassinatos. Cada peça de evidência reforça a imagem de um criminoso extremamente frio e calculista, que parecia sentir prazer na dominação e na violência sexual antes de tirar a vida de suas vítimas. Para a comunidade e os investigadores, a identificação e prisão de Rildo Soares representam a interrupção de um ciclo de medo e a reafirmação de que a justiça está trabalhando para proteger as pessoas mais frágeis da sociedade.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Divulgação/Polícia Civil