São Bernardo do Campo e Capital têm vítimas fatais; IML trabalha para confirmar a causa, enquanto Vigilância em Saúde investiga o fornecimento das substâncias ilegais
A Grande São Paulo está em estado de atenção após a confirmação da terceira morte suspeita por intoxicação causada por metanol – um agente químico perigoso, frequentemente usado para “batizar” bebidas alcoólicas clandestinas.
A Prefeitura de São Bernardo do Campo informou, nesta segunda-feira (29), o segundo óbito na cidade, o de um homem de 45 anos que morreu no último sábado (27). Este caso soma-se a outro falecimento registrado na mesma cidade no dia 24 de setembro. Na capital, a tragédia também atingiu um homem de 54 anos na Mooca, que morreu no último dia 15.
IML e Covisa: Força-Tarefa contra o Perigo
A grande questão agora é confirmar a fonte do problema. O Instituto Médico Legal (IML) está conduzindo os exames cruciais para atestar se o metanol foi, de fato, o responsável pela morte dessas três pessoas.
Enquanto isso, a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) reforçou a vigilância. Equipes do Centro de Controle de Intoxicações (CCI-SP) estão alertas para identificar rapidamente os sinais clínicos de pacientes, garantindo que os hospitais acelerem os diagnósticos e a notificação de novos casos.
O histórico preocupa: em 2024, a capital e região metropolitana já contabilizaram 14 ocorrências de intoxicação ligadas a bebidas adulteradas. As autoridades investigam agora se há uma rede de fornecimento em comum por trás dessas fatalidades.
Por: Lucas Reis
Foto: Reprodução/Gadini/Pixabay