Laudos apontaram que amostras recolhidas no DF estavam dentro das normas; rapper segue internado em recuperação
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou nesta sexta-feira (3) que os exames realizados pelo Instituto de Criminalística não identificaram metanol nas bebidas recolhidas em Vicente Pires e Águas Claras. Os produtos apresentaram teor alcoólico de acordo com os padrões exigidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
O caso envolve o rapper Hungria, internado desde quinta-feira (2) após apresentar sintomas compatíveis com intoxicação por substância adulterada. Apesar da exclusão da hipótese no DF, as autoridades destacam que ainda é possível que o artista tenha consumido metanol em São Paulo, onde se apresentou recentemente em uma casa de shows que foi interditada por suspeitas semelhantes.
Em coletiva, os médicos responsáveis pelo tratamento confirmaram que Hungria, de 34 anos, está em quadro estável. “Ele não vai ter nenhuma sequela. Ele iniciou com uma turvação visual no começo, mas como tudo foi feito muito rápido, felizmente, ele não ficou com sequelas, que esse era nosso maior medo”, afirmou o especialista.
Durante a internação, o cantor foi submetido a atendimento oftalmológico, exames específicos e tratamento imediato, incluindo hemodiálise para eliminar substâncias tóxicas e a administração de etanol oral. A resposta rápida impediu complicações graves e afastou o risco de sequelas permanentes.
Os resultados dos exames laboratoriais do artista ainda não foram divulgados. A investigação prossegue em São Paulo, onde está concentrada a principal linha de apuração.
Por: Lucas Reis
Foto: Reprodução/Instagram