Governador de Goiás busca novo partido após embate com Ciro Nogueira e tentativa de se firmar como nome competitivo da direita
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, estuda deixar o União Brasil para disputar a Presidência da República em 2026. A decisão ganhou força após o recente desentendimento com o senador Ciro Nogueira (PP), que, em entrevista, excluiu o nome do goiano entre os presidenciáveis com chances de receber apoio de Jair Bolsonaro. A provocação fez Caiado reagir nas redes sociais, criticando o ex-ministro e reafirmando sua intenção de se colocar como alternativa no campo conservador.
Impedido de disputar um terceiro mandato em Goiás e sem demonstrar interesse no Senado, Caiado tenta se reposicionar no cenário nacional. No entanto, a federação entre União Brasil e PP limita suas possibilidades internas.
Para viabilizar seu projeto, Caiado tem dialogado com dirigentes do Solidariedade e do Podemos. Segundo fontes partidárias, o governador já manteve conversas com Paulinho da Força e deve se reunir em breve com a presidente nacional do Podemos, Renata Abreu. O partido, por sua vez, sinaliza abertura para recebê-lo, vendo na filiação de Caiado uma oportunidade de reforçar sua presença no cenário nacional e de disputar protagonismo entre as legendas de centro-direita.
O próprio governador relembra sua trajetória política para sustentar o movimento. Em 1989, sem espaço no antigo PFL, fundou o PSD e lançou-se candidato à Presidência, obtendo 0,72% dos votos. Agora, mais de três décadas depois, ele volta a mirar o Palácio do Planalto, apostando em um discurso de experiência, firmeza e renovação na direita brasileira.
Por: Lucas Reis
Foto: Secom
