Isolado por uma doença, artista encontrou na leitura e na imaginação o caminho que o levaria à criação de um dos maiores nomes do rock nacional
Antes de se tornar o ícone da Legião Urbana, Renato Russo viveu um período de solidão e descoberta. Afastado da escola e das ruas devido a uma doença que o deixou meses sem andar, o jovem mergulhou na leitura e na música, encontrando nelas um refúgio e, ao mesmo tempo, uma forma de expressão.
Durante esse isolamento, Renato criou um universo próprio. No quarto repleto de recortes e pôsteres, nasceu a banda imaginária 42nd Street Band, e com ela um personagem: Eric Russell. O nome, escolhido com cuidado, unia suas referências intelectuais — do filósofo Bertrand Russell aos pensadores franceses Rousseau —, revelando o olhar culto e inquieto do adolescente.
Desse exercício de imaginação, brotou o “Russo” que o Brasil conheceria anos depois. Um artista que misturava razão e emoção, filosofia e poesia, angústia e esperança. A fusão entre o erudito e o popular deu origem a uma das vozes mais profundas da música brasileira.
Renato nunca mais foi apenas Renato Manfredini Júnior. O isolamento que o afastou do mundo acabou moldando o artista que o transformaria. E de um quarto silencioso, nasceu um nome que ecoaria gerações.
Por: Redação Via Terra
Foto: Divulgação