Ação conjunta da Secretaria do Envelhecimento Saudável e da Polícia Civil constatou maus-tratos, falta de higiene e irregularidades sanitárias no local
A Prefeitura do Rio de Janeiro realizou, nesta quarta-feira (22), uma nova etapa da Operação Direito da Pessoa Idosa, em parceria com a Polícia Civil e o Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (IVISA-Rio). A fiscalização aconteceu em um asilo localizado na Rua Eliseu Visconti, no Catumbi, região da Grande Tijuca, após denúncias de maus-tratos a moradores.
Durante a vistoria, os agentes encontraram três idosos amarrados, ambiente com forte odor de urina, ausência de alimentos adequados e relatos de dores e mal-estar entre os abrigados. O imóvel, conhecido como Lar de Serepta, já havia sido interditado em setembro de 2024 por descumprimento de normas sanitárias, mas voltou a funcionar de forma irregular.
No momento da ação, 21 idosos estavam abrigados — 16 mulheres e cinco homens. A licença apresentada pelo estabelecimento era de uma associação beneficente, mas o local operava como Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI), categoria que exige regras sanitárias mais rigorosas.
Segundo a Secretaria Municipal do Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida (SEMESQV), 18 estabelecimentos irregulares foram interditados em 2025, totalizando 111 idosos resgatados de situações de vulnerabilidade. Em algumas dessas operações, foram registradas cinco mortes, incluindo a de uma idosa em Brás de Pina, em setembro, que levou à prisão da responsável pelo abrigo.
O secretário da pasta, Felipe Michel, destacou que o objetivo é “tornar o Rio uma cidade amiga da pessoa idosa”, promovendo segurança e respeito nas instituições de acolhimento. Ele lembrou ainda que as ILPIs regulares podem receber o Selo Dignidade, criado para reconhecer boas práticas de gestão e cuidado.
Atualmente, o Rio de Janeiro possui cerca de 250 instituições cadastradas, e o cadastro permanece aberto. Denúncias de maus-tratos, negligência ou funcionamento irregular podem ser feitas pela Central 1746 ou pelo canal Rio Cuidadoso, no número (21) 97533-8831.
Por: Redação
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