Estudo da Universidade de Duke aponta que consumo excessivo de bebidas açucaradas eleva risco de fibrose hepática
Um estudo da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, revelou que o consumo regular de refrigerantes pode causar danos ao fígado tão graves quanto o provocados pelo álcool. A pesquisa identificou o xarope de frutose de milho — presente na maioria das bebidas açucaradas — como o principal responsável pelos efeitos nocivos.
Segundo os pesquisadores, o consumo em excesso dessa substância aumenta o risco de fibroses e inflamações no fígado, além de favorecer o acúmulo de gordura no órgão. O estudo avaliou 427 adultos diagnosticados com esteatose hepática não alcoólica, condição caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado sem relação com o consumo de álcool.
Os resultados mostraram que participantes que ingeriam mais refrigerantes diariamente apresentavam maior incidência de cicatrizes e danos hepáticos. “Ainda não existe um tratamento específico para esse tipo de gordura no fígado. A melhor estratégia é identificar e reduzir as causas, e evitar refrigerantes é uma medida fundamental”, explicou o professor Manal Abdelmalek, coordenador da pesquisa.
A esteatose hepática não alcoólica afeta cerca de 30% da população adulta nos países ocidentais. O problema, associado a maus hábitos alimentares e ao consumo frequente de bebidas adoçadas, pode evoluir para quadros graves de inflamação hepática, cirrose e até câncer de fígado.
O estudo reforça a importância de limitar o consumo de produtos industrializados ricos em frutose e priorizar uma dieta equilibrada. A redução de bebidas açucaradas é vista pelos especialistas como uma das medidas mais eficazes para preservar a saúde do fígado e prevenir doenças metabólicas.
Por: Genivaldo Coimbra
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