Dupla rubro-negra tem histórico positivo diante dos argentinos e pode influenciar o confronto decisivo pela vaga na final
O Flamengo entra em campo nesta quarta-feira (29) para enfrentar o Racing, em Buenos Aires, no duelo que define um dos finalistas da Copa Libertadores da América. Com vantagem mínima após vencer por 1 a 0 no Maracanã, o time comandado por Filipe Luís aposta não apenas no talento técnico, mas também em fatores psicológicos para confirmar a classificação. Entre esses trunfos, aparecem Carrascal e Rossi, que têm um passado marcante diante dos argentinos.
O meia Jorge Carrascal, que vem ganhando espaço e confiança no elenco, pode ser uma das principais armas do Flamengo. O colombiano, conhecido por sua habilidade e intensidade, já enfrentou o Racing em outras oportunidades e deixou boas impressões. O histórico positivo contra o rival argentino reforça sua importância como peça estratégica na semifinal.
O técnico Filipe Luís, que tem feito testes e variações táticas nos treinos, pode até abrir mão de um centroavante de referência. Nesse cenário, Arrascaeta pode atuar como um falso nove, com Carrascal mais solto no meio, explorando os espaços entre as linhas do adversário. A ideia é surpreender o Racing com mobilidade e criação, sem perder a força ofensiva.
Outro nome que chama atenção é o do goleiro Agustín Rossi, que conhece bem o futebol argentino e os estádios do país. Ex-jogador do Boca Juniors, Rossi carrega a experiência de grandes clássicos e decisões sob pressão. A familiaridade com o ambiente e com parte dos adversários pode ser determinante para manter a segurança defensiva do Flamengo.
Além disso, a equipe carioca chega embalada pela boa fase de jogadores como Bruno Henrique e Luiz Araújo, que devem compor o setor ofensivo. O clima no vestiário é de concentração total, com o grupo ciente da responsabilidade de buscar o tetracampeonato continental.
Com vantagem no placar e elenco tecnicamente superior, o Flamengo aposta em equilíbrio emocional e inteligência tática para superar o Racing fora de casa. Caso confirme a classificação, o clube disputará sua quarta final de Libertadores em menos de uma década — um feito que reforça o domínio rubro-negro no cenário sul-americano.
Por: Bruno José
Foto: Gilvan de Souza Flamengo