Por: Sidney Araujo
Foto Destaque: Tomaz Silva/Agência Brasil
Uma das cenas mais fortes do ano aconteceu nesta terça (28), no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio. Em uma vista do alto, numa foto que rodou o mundo, vários corpos enfileirados são colocados em frente a uma creche na Praça São Lucas, conhecida como Praça do Inter.
No chão, uma pilha de corpos mortos após operação policial que deixou mais de 120 pessoas mortas. Aos poucos, o drama só aumenta com a chegada de familiares e parentes. Em estado de choque, muitos choram e se desesperam ao reconhecer os corpos dos parentes, após uma guerra.
Dentre alguns desabafos marcantes está de um pai, que não foi identificado. Em conversa com a imprensa, ele mostra o desespero após encontrar o filho de 19 anos entre as vítimas. Em meio à revolta, ele explicou que o filho não era integrante de facção criminosa, mas tinha amizades duvidosas e que o levaram para um caminho sem volta.
“Eu sempre aconselhava meu filho, pedia pra ele se afastar das más companhias, mas ele não ouvia. Preferia estar com os amigos do que com a família. E o resultado está aí: meu filho morreu”, revelou o pai.
Ainda mais, ele revelou que chegou a dar um último conselho antes do destino final. “E ontem eu falei para ele: ‘saia dessas amizades’. Você não é envolvido, você não pega nenhuma droga nenhuma. O problema é só suas amizades. […] E as amizades é isso aí oh (apontando para a fileira de corpos). Eu avisava a ele, eu sentia que iria acontecer alguma coisa”, desabafou emocionado.
Um pai desabafa ao ver que seu filho, bom menino, não usava drogas e nem traficava, perdeu a vida por causa das más companhias e por não ouvir seus conselhos.
“Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra…” ( Êxodo 20.12) pic.twitter.com/okbS1Apn4v
— Josias Pereira (@PrJopelim) October 30, 2025