Investigações apontam que o crime, ocorrido em 2020 em Uberlândia (MG), foi motivado por ciúmes e pela disputa pela guarda da criança
A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Itumbiara, prestou apoio à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) no cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão contra três investigados pela morte de uma farmacêutica, ocorrida em 2020, na cidade de Uberlândia (MG).
De acordo com as apurações da PCMG, no dia do crime a vítima foi surpreendida por um homem armado quando chegava para trabalhar em uma farmácia. O criminoso entregou-lhe uma carta e, logo depois, efetuou disparos de arma de fogo, matando-a no local.
Entre os alvos da operação está uma médica, já conhecida das autoridades por ter sido presa anteriormente por sequestrar um bebê dentro de um hospital em Uberlândia. Segundo as investigações, ela foi casada por breve período com o ex-marido da vítima, relação que terminou dois meses depois, quando o homem percebeu sinais de instabilidade emocional e o desejo da mulher de assumir a maternidade da filha que ele tinha com a farmacêutica.
A vítima havia proibido o convívio da filha com o pai quando este estivesse acompanhado da médica, por considerá-la perigosa. Motivada pela obsessão em reatar o relacionamento e ficar com a criança, a médica teria planejado o homicídio da farmacêutica.
A polícia também identificou que o crime foi executado com uma motocicleta de placa adulterada, pertencente a vizinho e filho da médica, ambos também presos.
Durante os interrogatórios, a médica e um dos vizinhos admitiram estar em Uberlândia no dia do assassinato, mas apresentaram um álibi que foi posteriormente comprovado como falso.
As prisões temporárias e buscas domiciliares foram determinadas pela Justiça de Uberlândia e cumpridas nesta quarta-feira (5) em Itumbiara (GO), com apoio das equipes da PCGO.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Divulgação/PCGO