Rebeca Amorim afirma que o filho João Pedro, de 9 anos, levou ferroadas por todo o corpo e precisou de atendimento de emergência após o ataque
João Pedro, de 9 anos, sofreu múltiplas picadas de abelhas enquanto brincava em uma área de mata próxima à sua casa, em Catalão, no sudoeste goiano. A mãe, Rebeca Amorim, relatou que o filho ficou irreconhecível após o ataque. O caso ocorreu na tarde de quinta-feira (13), no Jardim Paraíso.
De acordo com Rebeca, o menino estava na companhia da avó e da irmã, de 13 anos, quando saiu para brincar. Ela só soube do ocorrido após receber uma ligação da filha informando que João Pedro havia desaparecido. Ao chegar em casa, a técnica em enfermagem iniciou as buscas e procurou ajuda entre os vizinhos.
Uma vizinha ligou para Rebeca afirmando ter ouvido um pedido de socorro vindo da mata no fim da rua. A mãe entrou na área chamando pelo menino e, ao descer alguns metros, viu um grupo de abelhas circulando próximo ao que parecia ser uma colmeia. Ao encontrá-lo, o menino estava abaixado, protegendo os olhos com o braço.
Rebeca explicou que a região mais atingida foi a cabeça, embora ferroadas tenham sido encontradas da cabeça aos pés. Surpreendentemente, João Pedro declarou que não sentiu dor porque “Jesus estava com ele”: “Foi ele que me salvou”, afirmou o menino.
Apesar do estado, João Pedro se manteve calmo e ajudou a mãe a encontrar a saída da mata. Já na rua, Rebeca retirou parte das abelhas que ainda estavam presas aos cabelos do filho. O Samu o encaminhou para a Santa Casa de Catalão, onde cerca de oito profissionais trabalharam na remoção dos ferrões.
Após o primeiro atendimento, João Pedro foi transferido para o Hospital Uberlândia Medical Center (UMC), onde permanece internado em uma UTI. Segundo a mãe, ele apresenta quadro clínico estável, com coração, pulmões e sistema neurológico preservados. O menino está com insuficiência renal e realiza hemodiálise.
Ainda não há previsão de alta. Exames após as próximas sessões de hemodiálise irão indicar como o quadro deve evoluir.
Por: Genivaldo Coimbra via g1
Foto: Arquivo pessoal/Rebeca Amorim