Espaço clandestino em Aparecida de Goiânia manipulava embalagens para inserir medicamentos públicos no comércio privado
A Polícia Civil de Goiás desarticulou, nesta semana, um esquema clandestino que operava no Bairro Cardoso, em Aparecida de Goiânia, dedicado à adulteração de embalagens de medicamentos destinados exclusivamente ao SUS. O galpão, que funcionava sem qualquer autorização sanitária ou municipal, foi interditado durante uma ação conjunta da Central de Flagrantes, Vigilância Sanitária Municipal e Guarda Civil Metropolitana.
No local, as equipes localizaram grande quantidade de remédios que deveriam ser distribuídos em unidades públicas de saúde, todos identificados com a inscrição obrigatória “proibida a venda ao comércio”. Parte das embalagens já estava com o carimbo removido, evidenciando a tentativa de inserir os produtos de forma fraudulenta no mercado varejista.
Segundo o delegado Humberto Teófilo, responsável pela operação, o espaço contava com uma estrutura montada exclusivamente para apagar o carimbo de destinação pública. Solventes, flanelas, cotonetes e mesas apropriadas eram usados diariamente para simular que os medicamentos tinham origem regular. “Quem sofre é o paciente que chega ao CAIS e não encontra o remédio que deveria estar lá”, lamentou o delegado.
Para ele, o esquema não se limita ao responsável preso em flagrante. O delegado afirma que farmácias que adquirem produtos sem a rotulagem original também participam do crime. Diante do risco à saúde pública, todo o material foi apreendido, e o galpão interditado. O suspeito responderá por comercialização de produtos impróprios ao consumo, conforme prevê a Lei 8.137/90.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Divulgação PCGO