Fogo se espalhou por estruturas de bambu durante reforma de complexo residencial; presidente chinês pediu esforço máximo nas operações de resgate
O presidente da China, Xi Jinping, enviou condolências às famílias das vítimas do incêndio que atingiu um extenso conjunto habitacional em Tai Po, no norte de Hong Kong, na madrugada desta quarta-feira (pelo horário de Brasília). O episódio, considerado um dos mais graves na região nos últimos anos, deixou ao menos 13 mortos — entre eles um bombeiro — e 15 feridos, segundo a emissora estatal CCTV.
Xi determinou que as equipes de emergência mantenham “empenho total” no combate às chamas e nas ações de busca. Para o líder chinês, a prioridade é reduzir o número de vítimas e limitar os danos provocados pelo fogo, que ainda não havia sido completamente controlado até o final da tarde.
O incêndio começou por volta das 14h51 no horário local e rapidamente se transformou em uma ocorrência de nível 5, o mais alto previsto no sistema de alerta da cidade. As chamas tiveram início em um dos blocos do Wang Fuk Court — complexo formado por oito torres e quase 2 mil apartamentos — e se espalharam velozmente pelos andaimes de bambu instalados para reformas externas. Moradores haviam relatado, nos últimos meses, problemas frequentes relacionados às obras, incluindo trabalhadores fumando próximo às estruturas.
As chamas atingiram pelo menos três edifícios: Wang Tai House, Wang Cheong House e Wang Yan House. Em um deles, o topo voltou a incendiar após breve controle, alimentado pelos andaimes em combustão. A fumaça densa tomou conta da região, comprometendo a visibilidade e gerando risco de inalação tóxica.
Por volta das 16h, as linhas de emergência dos bombeiros e da polícia ficaram congestionadas devido ao grande volume de pedidos de socorro. Segundo autoridades locais, várias ligações eram de familiares que tentavam informações sobre parentes presos nos apartamentos. Um dos casos mais críticos envolveu um morador que buscava ajuda no telhado de um dos prédios.
As causas do incêndio seguem sob investigação, enquanto autoridades municipais trabalham na remoção de moradores afetados e no atendimento às famílias das vítimas.
Por: Redação
Foto: Reprodução X