Operação de emergência mobiliza bombeiros durante tragédia que já deixou 65 mortos
Um homem foi retirado com vida do 16º andar de uma das torres do complexo residencial Wang Fuk Court, em Hong Kong, após horas de combate ao incêndio que tomou o conjunto habitacional na quarta-feira (26). O resgate foi confirmado pelo Corpo de Bombeiros na manhã desta quinta-feira (27), mas o estado de saúde da vítima ainda não foi divulgado.
A tragédia já é considerada uma das mais graves registradas na região nas últimas três décadas. Segundo as autoridades, o número de mortos subiu para 65, além de 70 feridos — entre eles, um bombeiro que perdeu a vida durante as operações e outros dez que ficaram machucados. Diversos moradores permanecem desaparecidos, aumentando a angústia das famílias que aguardam por notícias.
O fogo se espalhou rapidamente pelas torres, que estavam em reforma, e a principal suspeita é de que os tradicionais andaimes de bambu tenham alimentado as chamas devido à alta inflamabilidade do material. Sete das oito torres foram atingidas, e imagens divulgadas por moradores e equipes de resgate mostram a dimensão da destruição.
Relatos apontam que muitos residentes não ouviram alarmes de incêndio e dependeram de vizinhos para alertas emergenciais. “Foi tudo muito rápido. As pessoas batiam nas portas, chamavam umas às outras”, contou um morador à imprensa local.
As investigações continuam, e três trabalhadores foram detidos por possível negligência envolvendo materiais inflamáveis deixados no local durante as obras.
Por: Redação
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