Governador diz que só um líder com firmeza moral pode enfrentar facções e recuperar a soberania do país
O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) voltou a defender que o poder institucional do presidente da República é mais forte do que qualquer arma empunhada pelo crime organizado. Em entrevista concedida à Record News nesta terça-feira (2/12), o pré-candidato ao Palácio do Planalto em 2026 destacou que “a caneta do presidente é mais forte do que qualquer fuzil de miliciano ou de faccionado”, reforçando a necessidade de autoridade e responsabilidade para conduzir o combate à criminalidade no Brasil.
Caiado afirmou que apenas um líder com independência moral é capaz de recuperar a soberania nacional, garantir tranquilidade às famílias e impulsionar o desenvolvimento econômico. Ele citou os resultados de sua gestão em Goiás como exemplo de que políticas de segurança integradas podem reduzir drasticamente os índices de violência. O estado registrou quedas expressivas em diversos indicadores, alcançando taxas superiores a 90% de redução em crimes específicos.
Durante a rodada de entrevistas, que incluiu participação no Jornal Goiás Record, o governador reiterou que comandar, integrar e investir nas forças policiais continua sendo a ferramenta mais eficaz para conter o avanço das facções. Ele também criticou gestões anteriores, citando os governos Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, período em que, segundo ele, o crime organizado encontrou espaço para crescer “em proporção exponencial”.
Recuperado de um procedimento de ablação cardíaca realizado em 24 de novembro, Caiado retomou a agenda política participando de audiência pública na Câmara dos Deputados sobre a PEC da Segurança Pública. Ao comentar o texto encaminhado pela União ao Congresso, classificou a postura federal como complacente diante da principal preocupação dos brasileiros: a violência e a expansão das facções. “Hoje a angústia da população é ver grupos armados ocupando territórios e afrontando a soberania brasileira”, afirmou.
Legado e transição
Com tom de balanço administrativo, Caiado destacou que seu maior legado é o cuidado social. Ele ressaltou avanços em educação, redução da pobreza, infraestrutura, tecnologia, regionalização da saúde e demais áreas que, segundo ele, aproximaram o Estado da população. “Quis que cada cidadão tivesse orgulho de viver em Goiás”, declarou.
A transição para o vice-governador Daniel Vilela (MDB) está prevista para março de 2026. Caiado afirmou que segue se recuperando da cirurgia, mas mantém o compromisso de concluir o mandato com obras estruturantes já previstas para o próximo ano. “Sempre fui inquieto, sempre busquei solução para todos os problemas. Agora, com oito dias de pós-operatório, sigo com cautela, mas trabalhando”, disse.
Por: Alex Alves
Foto: Adalberto Ruchelle