Ex-presidente venezuelano deve ser levado a julgamento em Nova York após ofensiva militar americana
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou neste sábado (3) uma fotografia que mostra o líder venezuelano Nicolás Maduro sob custódia de forças especiais norte-americanas, após uma série de ataques militares realizados contra a Venezuela durante a madrugada.
Na imagem, publicada na rede Truth Social, Maduro aparece de pé, vendado, com as mãos algemadas e utilizando fones de ouvido, já a bordo de um navio militar americano. A legenda que acompanhou a postagem dizia: “Nicolás Maduro a bordo do USS Iwo Jima”.
A divulgação ocorreu após cobranças públicas por uma “prova de vida” de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, capturados pelos Estados Unidos após intensos bombardeios em Caracas e em outras regiões do país. Segundo Trump, após cerca de uma hora de ataques, ficou decidido que o líder venezuelano responderá a acusações de narcotráfico e terrorismo em um tribunal federal de Nova York.
Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que acompanhou a captura de Maduro “literalmente como se estivesse assistindo a um programa de televisão”. O presidente americano também disse que a operação foi “muito bem organizada” e garantiu que nenhum cidadão dos Estados Unidos morreu durante a ação.
Ainda segundo Trump, Maduro estava escondido em uma fortaleza no momento da captura. “Estaremos muito envolvidos. E queremos levar liberdade ao povo”, declarou o presidente à emissora americana.
As explosões foram registradas por volta das 2h da manhã no horário local, com ataques a alvos estratégicos como o complexo militar de Fuerte Tiuna, uma base aérea e outras instalações. De acordo com jornalistas da AFP, os bombardeios duraram cerca de uma hora.
Maduro, que governa a Venezuela desde 2013, é considerado ilegítimo pelo governo dos EUA, que o acusa de fraudes nas eleições de julho de 2024. Desde 2020, ele também é formalmente acusado de narcotráfico pela Justiça americana, que oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à sua captura.
Após os ataques, Caracas amanheceu praticamente vazia. Horas depois, filas começaram a se formar em supermercados, que passaram a atender o público por trás de grades para evitar saques. O governo venezuelano denunciou impactos sobre civis, mas não apresentou provas.
A vice-presidente Delcy Rodríguez exigiu de Washington uma “prova de vida imediata” de Maduro e de sua esposa.
Por: Redação via Itatiaia
Foto: Reprodução/@realDonaldTrump