Presidente diz que objetivo é garantir estabilidade e uma transição considerada segura
Em meio à escalada de tensão internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (3) que o país passará a administrar a Venezuela após a invasão militar que resultou na prisão de Nicolás Maduro. A fala marca a primeira manifestação oficial do líder americano depois da operação.
Falando de sua residência em Mar-a-Lago, Trump disse que a decisão busca evitar novos ciclos de instabilidade no país sul-americano. “Vamos administrar o país até que possamos realizar uma transição segura, adequada e criteriosa. Não queremos nos envolver em colocar outra pessoa no poder e acabar na mesma situação que tivemos por um longo período de anos”, afirmou.
O presidente reforçou que a presença americana será mantida até que esse processo seja concluído. “O que as pessoas não entendem — mas passam a entender quando digo isto — é que estamos lá agora, e vamos permanecer até que a transição adequada possa ocorrer. Portanto, vamos ficar e, essencialmente, administrar o país até que uma transição correta seja possível”, disse.
Trump destacou o impacto da ofensiva militar, classificando-a como um marco na história das Forças Armadas dos Estados Unidos. “Todas as capacidades militares da Venezuela foram tornadas impotentes quando os homens e mulheres de nossas Forças Armadas, trabalhando em conjunto com as forças de segurança dos Estados Unidos, capturaram Maduro no meio da noite. Estava escuro. As luzes de Caracas estavam em grande parte apagadas devido a uma certa expertise que possuímos. Estava escuro e foi letal”, declarou.
De acordo com o presidente, não houve mortes nem feridos entre os militares americanos. Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados e encaminhados à Justiça dos EUA. “Mas ele foi capturado junto com sua esposa, Cilia Flores, ambos agora enfrentando a Justiça americana. Maduro e Flores foram indiciados no Distrito Sul de Nova York, sob responsabilidade de Jay Clayton, por sua campanha de narcoterrorismo mortal contra os Estados Unidos e seus cidadãos”, afirmou.
Pouco antes do pronunciamento, Trump publicou uma imagem que teria sido feita após a captura, indicando que Maduro estaria a bordo do navio militar USS Iwo Jima.
Além da questão política, o presidente abordou o futuro econômico da Venezuela, com foco no petróleo. Segundo ele, empresas americanas assumirão a recuperação do setor energético. “Como todos sabem, o setor de petróleo na Venezuela foi um fracasso, um fracasso total por um longo período. Eles estavam produzindo quase nada em comparação com o que poderiam estar produzindo e com o que poderia ter acontecido. Vamos levar nossas grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos — as maiores do mundo — para investir bilhões de dólares, consertar a infraestrutura gravemente danificada, a infraestrutura de petróleo, e começar a gerar dinheiro para o país”, disse.
Trump encerrou com um aviso de força. “E estamos prontos para lançar um segundo ataque, muito maior, se for necessário. Estávamos preparados para realizar uma segunda onda, se fosse preciso. Na verdade, presumíamos que uma segunda onda seria necessária, mas agora provavelmente não será.”
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: Reprodução/@realdonaldtrump