2 mil mortos, diz fonte ligada ao governo foto: Redes sociais
Repressão ocorre em meio à crise econômica e aumenta tensão internacional envolvendo EUA e Israel
Cerca de 2 mil pessoas morreram durante a onda de protestos que se espalha pelo Irã há três semanas, segundo afirmou um oficial ligado ao governo iraniano em entrevista à Reuters. A declaração representa o reconhecimento mais contundente até agora sobre a dimensão da repressão às manifestações.
O oficial responsabilizou grupos classificados como “terroristas” pelas mortes de manifestantes e agentes de segurança. Antes disso, os dados mais aceitos vinham de entidades internacionais, como a HRANA, que apontava mais de 500 mortos, incluindo dezenas de crianças, além de milhares de prisões.
As manifestações têm como pano de fundo a deterioração da economia iraniana, com inflação elevada e perda do poder de compra da população. Analistas avaliam que o movimento representa o maior desafio interno ao regime desde a ascensão do aiatolá Ali Khamenei ao poder.
Mesmo diante da escalada da violência, o governo iraniano afirma que a situação está sob controle. O cenário, no entanto, elevou a tensão internacional após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não descartou “opções fortes”, enquanto Teerã reiterou estar aberto ao diálogo, mas pronto para um eventual confronto.
Por: Redação