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O retorno da deputada federal Magda Mofatto ao Partido Liberal (PL), oficializado nesta quarta-feira (14), não é apenas uma mudança partidária, mas um gesto calculado que reposiciona forças no tabuleiro político goiano. Avalizada pela cúpula nacional da sigla, a decisão encerra um período de afastamento e sinaliza o início de uma articulação mais ampla com foco direto nas eleições de 2026.
Nos bastidores, o movimento é interpretado como peça central na tentativa de unificar a direita em torno de Daniel Vilela (MDB), atual vice-governador e nome cotado para assumir o Palácio das Esmeraldas após a saída de Ronaldo Caiado para a disputa presidencial. A estratégia busca evitar divisões internas que, em eleições passadas, custaram caro ao campo conservador.
Magda Mofatto retorna ao PL com a missão de construir pontes entre alas bolsonaristas do partido e o grupo governista liderado por Daniel Vilela. A intenção é clara: impedir o lançamento de uma candidatura própria ao governo e integrar o PL a uma chapa de continuidade, fortalecendo um projeto comum para o estado.
Além da articulação política, o movimento também abre espaço para os próximos passos da deputada. Com respaldo partidário e proximidade com o futuro governador, Mofatto desponta como possível candidata ao Senado em 2026 ou, em um cenário alternativo, à reeleição para a Câmara, reforçando a presença liberal em Brasília.
Por: Manuel Messias