Julio Casares, presidente do São Paulo (Foto: Divulgação/SPFC)
Investigação analisa possível má administração que teria contribuído para aumento da dívida sob comando de Júlio Casares
O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito civil para apurar indícios de gestão temerária no São Paulo Futebol Clube, envolvendo atos administrativos que podem ter contribuído para o crescimento da dívida do clube. A investigação é conduzida pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital e foi instaurada no último dia 7 de janeiro.
Segundo o documento, o MP apura possíveis irregularidades como dilapidação patrimonial, desvio de finalidade, favorecimento de terceiros ou familiares de dirigentes e eventual uso indevido de recursos públicos ou benefícios fiscais. O processo tramita na Vara Cível, com prazo inicial de 30 dias para apresentação de documentos e provas.
Paralelamente, a Polícia Civil conduz um inquérito criminal que investiga o recebimento de R$ 1,5 milhão em dinheiro pelo presidente Júlio Casares. No mesmo contexto, o núcleo familiar do dirigente também é alvo de apuração, além de um ex-diretor adjunto de futebol investigado por abrir 15 empresas enquanto ocupava cargo no clube.
A crise política se agravou com o avanço do pedido de impeachment de Casares, protocolado por conselheiros do clube. A votação da possível destituição está marcada para esta sexta-feira, no Morumbis, em meio a denúncias envolvendo exploração irregular de camarotes e investigações sobre as contas do São Paulo.
Por: Bruno José