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Tratado cria a maior zona de livre comércio do planeta, reunindo 720 milhões de consumidores e PIB superior a US$ 22 trilhões
Após mais de duas décadas de negociações, o acordo econômico entre os países do Mercosul e a União Europeia foi oficialmente assinado neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai. O tratado estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, conectando dois grandes blocos econômicos e ampliando significativamente as relações comerciais entre a América do Sul e a Europa.
A cerimônia contou com a presença de chefes de Estado da região, como os presidentes Santiago Peña (Paraguai), Javier Milei (Argentina), Yamandú Orsi (Uruguai), Rodrigo Paz (Bolívia) e José Raúl Mulino (Panamá), além da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa. O Brasil foi representado pelo chanceler Mauro Vieira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participou do evento, sendo o único líder sul-americano ausente, mas teve seu papel destacado durante os discursos. Santiago Peña afirmou que “sem Lula, não haveria acordo”, reconhecendo a atuação decisiva do Brasil na retomada e conclusão das negociações.
Apesar da assinatura, o tratado ainda não entra em vigor imediatamente. O texto precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu, pelo Congresso Nacional brasileiro e pelos demais parlamentos dos países envolvidos. A expectativa é que todo o processo de internalização seja concluído no segundo semestre deste ano.
Em pronunciamento feito na sexta-feira (16), Lula classificou o acordo como resultado de “mais de 25 anos de sofrimento e tentativa”. Segundo o presidente, a parceria vai além do comércio, prevendo investimentos europeus, fortalecimento da reindustrialização brasileira e estímulo a cadeias estratégicas ligadas à transição energética e digital.
Pôr: Lucas Reis