Foto:Marcello Casal Jr | Agência Brasi
Benefício alcança quase 27 milhões de trabalhadores em todo o país; janeiro não terá depósitos
O pagamento do abono salarial do PIS/Pasep terá início em fevereiro de 2026 e deve movimentar cerca de R$ 33,5 bilhões, segundo estimativa do governo federal. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), aproximadamente 26,9 milhões de trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público devem receber o benefício.
Têm direito ao abono os trabalhadores cadastrados no PIS ou no Pasep há pelo menos cinco anos e que receberam, no ano-base de 2024, remuneração média mensal de até R$ 2.766. O valor pago corresponde a um salário mínimo vigente, atualmente fixado em R$ 1.621.
Pagamentos seguem calendário escalonado
Conforme o calendário aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), não haverá pagamento em janeiro. O primeiro lote será liberado em 15 de fevereiro, contemplando os nascidos em janeiro. A liberação do benefício ocorre de forma gradual, conforme o mês de nascimento do trabalhador.
Datas do abono salarial em 2026
Nascidos em janeiro: 15 de fevereiro
Nascidos em fevereiro: 15 de março
Nascidos em março e abril: 15 de abril
Nascidos em maio e junho: 15 de maio
Nascidos em julho e agosto: 15 de junho
Nascidos em setembro e outubro: 15 de julho
Nascidos em novembro e dezembro: 15 de agosto
Mudança nas regras de acesso
A partir de 2026, passam a valer novas regras para concessão do abono salarial, estabelecidas pela Emenda Constitucional nº 135/2024. O critério de renda deixa de ser vinculado a dois salários mínimos e passa a ter um teto fixo de R$ 2.640, com reajuste anual pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
A meta do governo é reduzir gradualmente esse limite até que ele alcance 1,5 salário mínimo por volta de 2035, como forma de conter o crescimento dos gastos públicos. A mudança também considera o novo modelo de correção do salário mínimo, que agora inclui a variação do Produto Interno Bruto (PIB).
Impacto fiscal a médio prazo
Segundo projeções oficiais, a quantidade de beneficiários deve começar a cair de forma gradual a partir de 2026. Em 2030, dependendo do desempenho da economia, cerca de 3 milhões de trabalhadores podem deixar de receber o benefício. A economia acumulada para os cofres públicos pode chegar a R$ 24,8 bilhões até esse período.
Por: Juliana Braz