Foto: Marcello Casal Jr | Agência Brasil
lReajuste salarial e mudanças no Imposto de Renda passam a valer na virada do mês e devem fortalecer a economia brasileira
O mês de fevereiro começa com um cenário mais favorável para milhões de trabalhadores brasileiros. O reajuste do salário mínimo e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda entram em vigor com o pagamento da folha de janeiro, garantindo mais dinheiro no bolso e estimulando o consumo no país.
O novo salário mínimo passa de R$ 1.518 para R$ 1.621, um aumento de 6,7%. Considerando a inflação oficial medida pelo IPCA, o reajuste representa ganho real de poder de compra. O cálculo do piso levou em conta o INPC acumulado até novembro de 2025 e o crescimento do Produto Interno Bruto, respeitando o limite estabelecido pelo governo.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a combinação entre o novo valor do mínimo e a atualização da tabela do Imposto de Renda pode injetar até R$ 110 bilhões na economia ao longo de 2026. A expectativa é que o aumento da renda das famílias impulsione setores como comércio, serviços e indústria.
Outra mudança relevante é a isenção total do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês, beneficiando cerca de 15 milhões de brasileiros. Além disso, haverá redução gradual da alíquota para quem ganha até R$ 7.350, enquanto rendas mais altas seguem com a tributação atual. Para compensar a perda de arrecadação, o Congresso aprovou a criação de uma alíquota progressiva de 10% sobre rendimentos mensais acima de R$ 50 mil.
Especialistas avaliam que as medidas reforçam o consumo interno e ajudam a movimentar a economia, ao mesmo tempo em que trazem alívio financeiro imediato para trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais vinculados ao salário mínimo.
Pôr: Genivaldo Coimbra