Agenor Mariano vê imaturidade política e diz que decisão contraria legado do ex-prefeito de Goiânia
A decisão de Ana Paula Rezende de deixar o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e se filiar ao Partido Liberal (PL) provocou forte reação nos bastidores da política goiana.
Amigo pessoal e aliado histórico de Iris Rezende, o ex-vice-prefeito Agenor Mariano criticou duramente a movimentação e classificou a saída como um “piti”.
Para Agenor, que acompanhou Iris por mais de uma década, inclusive em atividades públicas e religiosas, a filha do ex-prefeito age como se tivesse capital político automático.
“Na política não existe herança automática. É preciso construir trajetória”, afirmou.
Ele ressaltou que Ana Paula ocupava posição estratégica dentro do MDB, mas não teria apresentado projeto claro de candidatura, tampouco dialogado com a direção partidária. Segundo o ex-vice-prefeito, sugestões do governador Ronaldo Caiado para composição eleitoral também não avançaram.
Contraste com o legado de Iris
Agenor fez questão de destacar o contraste entre pai e filha. Segundo ele, Iris Rezende construiu sua trajetória com foco no interesse público, enquanto a decisão recente revela motivação pessoal.
Ao declarar apoio ao senador Wilder Morais, Ana Paula passa a integrar um campo político distinto daquele historicamente associado ao MDB goiano.
A movimentação reacende debates sobre sucessão, herança política e reconfiguração das forças partidárias em Goiás.
Por: Juliana Braz