Governador de Goiás participa de ato conservador, prega unidade eleitoral e afirma que anistia será prioridade em 2027
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, participou neste domingo (1º/03) de uma manifestação da direita na Avenida Paulista, em São Paulo. Em seu discurso, Caiado defendeu a união das forças conservadoras para a sucessão presidencial e afirmou que um eventual governo alinhado ao campo da direita terá como primeiro ato a concessão de anistia aos condenados pelos atos de janeiro de 2023.
Segundo o governador, a medida seria “anistia plena, geral e irrestrita” e alcançaria inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso no Complexo da Papuda, em Brasília, sob acusação de tentativa de golpe de Estado.
Durante a fala, Caiado mencionou possíveis nomes da direita para a disputa presidencial, como o senador Flávio Bolsonaro e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. O chefe do Executivo goiano afirmou que, independentemente de quem seja eleito, a anistia constará como primeiro ato de governo em 1º de janeiro de 2027.
Ao iniciar o discurso, Caiado destacou sua trajetória política e a atuação em segurança pública em Goiás. “Muitos não me conhecem, mas, como foi dito aqui, sou governador do Estado onde bandido não se cria”, declarou, sendo aplaudido pelo público.
O governador também ressaltou a capacidade de mobilização de Bolsonaro, mesmo sem mandato e em condição de prisão. “Estou na vida pública há muitos anos e tenho de reconhecer que ninguém na história do Brasil, sem mandato, preso, consegue mobilizar a população brasileira igual Bolsonaro consegue. Quero saudar o Nikolas, esse jovem que teve a coragem de levantar a bandeira do ‘Acorda, Brasil’ e caminhar pelo país todo”, afirmou, citando o deputado Nikolas Ferreira.
Embora filiado ao PSD, Caiado participou do primeiro ato bolsonarista do ano, sinalizando aproximação com setores da direita nacional e reforçando articulações para as eleições de 2026.
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Por: Genivaldo Coimbra