Felino foi localizado em área residencial de Novo Gama e capturado por equipes ambientais após operação com tranquilizante
Uma onça-parda foi capturada na manhã desta sexta-feira (6) depois de entrar em uma propriedade rural e subir em uma árvore no município de Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal, em Goiás. A ocorrência mobilizou o Corpo de Bombeiros e órgãos ambientais da região.
De acordo com as equipes de resgate, o animal aparentava estar saudável, sem ferimentos visíveis. Apesar disso, apresentava sinais de tensão, possivelmente provocados pela presença de cães domésticos nas proximidades, o que pode ter levado o felino a buscar abrigo dentro da chácara.
Além dos bombeiros, servidores das Secretarias de Meio Ambiente de Novo Gama e de Valparaíso de Goiás acompanharam a ação. A operação exigiu cuidados especiais devido ao porte do animal e aos riscos envolvidos no manejo.
Por esse motivo, foi acionada uma equipe veterinária do HFAUS-DF (Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre do Distrito Federal), responsável pelo procedimento técnico de contenção e aplicação de sedativo.
Com a chegada dos especialistas, teve início a etapa de captura. A onça ainda permanecia no alto da árvore onde havia se refugiado. Após ser atingida pelo dardo tranquilizante, o felino chegou a se deslocar para outras áreas residenciais antes de ser finalmente contido.
Após a captura, o animal passou por avaliação e deverá ser encaminhado para acompanhamento técnico antes de ser devolvido à natureza.
Depois da contenção, a onça-parda foi colocada em uma gaiola apropriada para transporte de animais de grande porte. Em seguida, a equipe veterinária realizou uma avaliação clínica para verificar as condições de saúde do animal antes de definir os próximos procedimentos de reabilitação e possível soltura em área adequada.
O episódio reforça a importância de protocolos técnicos no manejo de animais silvestres que acabam entrando em áreas urbanas ou rurais, garantindo tanto a segurança da população quanto a preservação da fauna.
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Por: Genivaldo Coimbra