Levantamento mostra redução da vantagem do presidente em cenários eleitorais testados para a disputa presidencial
Uma nova pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado (7) aponta mudança no cenário eleitoral nacional. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece mais próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e registra empate técnico em uma simulação de segundo turno.
De acordo com o levantamento, Lula aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 43%. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado configura empate técnico entre os dois nomes.
Redução da vantagem
Os números indicam uma diminuição da vantagem do atual presidente em relação à pesquisa anterior. Em dezembro do ano passado, Lula aparecia com 51% das intenções de voto no segundo turno, contra 36% do senador.
A nova sondagem sugere, portanto, um crescimento do potencial eleitoral de Flávio Bolsonaro e uma disputa mais equilibrada em eventual confronto direto.
Cenários de primeiro turno
A pesquisa também avaliou cinco cenários diferentes para o primeiro turno da eleição presidencial. No cenário considerado mais provável pelos analistas do instituto, Lula lidera com 38% das intenções de voto.
Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 32%.
Na sequência surgem outros possíveis candidatos:
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Ratinho Júnior (PSD) com 7%
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Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, com 4%
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Renan Santos (Missão) com 3%
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Aldo Rebelo (DC) com 2%
Além disso, 11% dos entrevistados afirmaram rejeitar todos os candidatos apresentados, enquanto 3% disseram ainda não saber em quem votar.
Metodologia da pesquisa
O levantamento foi realizado presencialmente entre os dias 3 e 5 de março. Ao todo, 2.004 pessoas com 16 anos ou mais foram entrevistadas em 137 municípios distribuídos pelo país.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-03715/2026.
Os dados indicam que, embora Lula permaneça na liderança em todos os cenários testados, a vantagem em relação aos principais adversários vem diminuindo, o que pode tornar o cenário eleitoral mais competitivo nos próximos meses.
Por: Redação