Grupo estruturado falsificava documentos e inseria dados falsos para facilitar migração ilegal, aponta Ministério Público Federal
Sete suspeitos foram denunciados por envolvimento em um esquema de fraude na obtenção de vistos para os Estados Unidos que atuava em Goiânia e Anápolis. De acordo com o Ministério Público Federal, o grupo cobrava entre R$ 5 mil e R$ 10 mil para facilitar a migração ilegal de brasileiros.
As investigações revelaram que a organização criminosa operava de forma estruturada, com divisão de funções entre os integrantes. Entre as práticas identificadas estão a falsificação de documentos, como contracheques e vínculos empregatícios falsos, além da inserção de informações inverídicas em formulários oficiais do governo americano, como o DS-160.
Segundo o MPF, ao menos oito casos de migração ilegal foram confirmados entre 2017 e 2019, além de outras seis tentativas. Também foram identificadas 14 inserções de dados falsos em formulários consulares e 12 casos de falsificação de documentos públicos.
Os denunciados vão responder por crimes como organização criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documento público, promoção de migração ilegal e coação no curso do processo.
Um dos suspeitos, apontado como líder do esquema, teria utilizado o próprio esquema para fugir para os Estados Unidos. O MPF solicitou a inclusão dele na lista de difusão vermelha da Interpol, para viabilizar sua captura.
Por: Lucas Reis