Fiscalizações apontaram jornada exaustiva e responsabilização por 14 trabalhadores em áreas ligadas a Amado Batista
Duas fiscalizações realizadas em 2024 colocaram o nome do cantor Amado Batista na Lista Suja do trabalho escravo do governo federal. As ações ocorreram em Goiás, em uma propriedade rural do artista e em uma área arrendada para o cultivo de milho.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, ao todo 14 trabalhadores foram identificados em condições análogas à escravidão. Quatro foram resgatados na área arrendada. Na fazenda de propriedade do cantor, a responsabilização ocorreu após análise de documentos e depoimentos, sem necessidade de resgate no local.
A principal infração registrada foi a jornada exaustiva, caracterizada pelo trabalho iniciado de madrugada e encerrado à noite, em desacordo com o período mínimo de descanso previsto em lei.
A assessoria do cantor informou que firmou um Termo de Ajustamento de Conduta junto ao Ministério Público do Trabalho referente à área arrendada, quitou as pendências trabalhistas e está adotando medidas administrativas para encerrar os autos de infração.
A Lista Suja é divulgada pelo governo federal e reúne nomes de empregadores que tiveram processos administrativos concluídos por exploração de trabalho análogo à escravidão, funcionando também como instrumento de pressão econômica e transparência pública.
Por: Lucas Reis