Vítima de 28 anos foi resgatada após conseguir fugir do agressor na casa onde era mantida e sofreu lesões graves; Justiça decretou prisão preventiva do suspeito.
Um episódio de violência doméstica com requintes de tortura e agressões graves aconteceu em Itapetininga, no interior de São Paulo, e resultou na prisão de um homem de 32 anos pela Polícia Civil de São Paulo. A vítima, de 28 anos, foi submetida a múltiplos abusos físicos, psicológicos e mutilações, incluindo tatuagens forçadas em seu corpo, antes de conseguir escapar e denunciar o companheiro às autoridades.
Segundo as investigações, o agressor mantinha a mulher em sua residência na Rua João Adolfo, região central da cidade, onde ela era frequentemente amarrada e torturada. Peritos encontraram marcas de sangue na cama usada no local e diversos instrumentos usados nas agressões, como lâminas de barbear, estimulantes sexuais de origem animal e um gancho metálico que teria sido introduzido na região íntima da vítima.
O delegado responsável pelo caso, Franco Augusto Costa Ferreira, relatou que a vítima conseguiu fugir quando o homem adormeceu após consumir medicamentos controlados. Com o apoio do irmão, ela chegou até uma delegacia próxima para relatar os episódios violentos. Em depoimento à polícia, a mulher contou que era agredida com socos no rosto, cabeça e nariz, além de sofrer cortes profundos e queimaduras. As tatuagens feitas à força também foram descritas como parte dos métodos de domínio e humilhação aplicados pelo suspeito.
A vítima afirmou ainda que era ameaçada de morte e que, em determinadas ocasiões, o companheiro dizia que ela “devia a alma para ele”, um tipo de chantagem psicológica comum em casos de violência extrema no âmbito doméstico.
A Justiça já converteu a prisão em preventiva, o que mantém o homem detido enquanto as investigações seguem em curso. Ele deve responder por crimes como tortura, lesão corporal grave e violência doméstica, com base nas evidências colhidas no local e no relato da vítima.
Por: Bruno José