Durante entrevista, pré-candidato à Presidência questiona propostas no Congresso e sugere mudanças na estrutura do Supremo
O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, voltou a se posicionar sobre temas centrais da política nacional ao conceder entrevista à Rádio Bandeirantes nesta sexta-feira (24), em Goiânia. Entre os assuntos abordados, o ex-governador de Minas Gerais criticou propostas que tratam da escala de trabalho 6×1 e fez declarações contundentes sobre integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao comentar projetos que discutem mudanças na jornada de trabalho, Zema classificou a iniciativa como “populismo”, principalmente por ocorrer em período eleitoral. “Uma medida dessa não deveria nunca ser analisada, proposta num ano eleitoral. Populismo puro”, declarou.
O político defendeu um modelo mais flexível de contratação, com diferentes opções de carga horária semanal, permitindo maior autonomia na relação entre empregador e empregado. “O que eu tenho falado é o seguinte: além da CLT, eu tenho um regime de trabalho aqui por horas. Igual a maioria dos países têm. O brasileiro é que vai escolher. Eu vou fazer um contrato de 20, 30, 40, 50 horas (por semana). Isso é o que nós precisamos”, afirmou.
Declarações sobre o Supremo
Durante a entrevista, Zema também fez duras críticas a ministros do STF, citando diretamente Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
“Agora, talvez, o ministro não saiba. Não fui eu que voei em jatinho do maior criminoso do Brasil. Ele e os colegas voaram. Não fui eu que fiz negócio com o Banco Master. Ele e colegas parece que fizeram”, disse.
Em tom ainda mais crítico, o pré-candidato afirmou: “Duas já não têm mais nada, que são Toffoli e Moraes. Aqueles ali são iguais árvores que o cupim já comeu totalmente. Estão de pé. Qualquer vento que vier agora, vão cair”.
Zema também mencionou decisões anteriores do STF, incluindo o caso do médico Roger Abdelmassih. “Liberou um estuprador serial. Se um ministro faz isso, coloca em liberdade um homem que estuprou dezenas de mulheres, dá pra ver que ele é um sujeito que não sabe avaliar bem as coisas”, afirmou.
Propostas e posicionamentos
O pré-candidato indicou ainda possíveis mudanças institucionais, como a definição de idade mínima para nomeação de ministros do STF e o fim das decisões monocráticas.
“A pessoa já está numa fase diferente, em que ela quer deixar um legado. E não numa fase em que ela quer fazer contrato de milhões para poder resolver a sua vida, como tem acontecido lá no mesmo Supremo Tribunal Federal”, disse.
Segundo Zema, o modelo atual permite que uma única decisão individual tenha impacto significativo no cenário político e jurídico do país, o que, em sua avaliação, deveria ser revisto.
Por: Genivaldo Coimbra