Levantamento Nexus/BTG aponta vantagem numérica de Lula, mas ex-governadores aparecem competitivos dentro da margem de erro.
Uma nova pesquisa eleitoral realizada pela Nexus Pesquisa e Inteligência em parceria com o BTG Pactual indica que a disputa presidencial de 2026 segue acirrada e com cenários bastante equilibrados em simulações de segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e possíveis adversários.
Segundo os dados divulgados nesta segunda-feira (27), caso a eleição fosse decidida hoje, Lula aparece liderando com 45% das intenções de voto num eventual confronto com Ronaldo Caiado (PSD) e com Romeu Zema (Novo), enquanto ambos os ex-governadores registram 41% — uma diferença de 4,4 pontos percentuais, dentro da margem de erro de dois pontos, o que configura empate técnico entre os candidatos.
Cenários simulados e margem de erro
A margem de erro de dois pontos percentuais deixa em aberto a disputa entre o petista e os outros pré-candidatos em cenários de segundo turno, segundo o levantamento que ouviu 2.028 eleitores entre os dias 24 e 26 de abril, com registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01075/2026.
Além de Lula, Caiado e Zema, a pesquisa também colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um confronto direto: neste cenário, o presidente tem 46% contra 45% do parlamentar, outro indicativo de equilíbrio técnico entre os principais nomes testados.
Esse quadro revela um cenário de polarização contínua no cenário político brasileiro, com oscilações pequenas entre os candidatos e forte indefinição entre parte do eleitorado, que ainda pode influenciar o resultado final em outubro.
Contexto político e repercussão
Enquanto Lula trabalha pela reeleição, Caiado e Zema buscam fortalecer suas plataformas como alternativas à polarização tradicional entre PT e PL, com o primeiro se apresentando como opção fora do duelo Lula-Bolsonaro. Em conversas públicas, ambos já demonstraram abertura para diálogo político entre si no primeiro turno.
Analistas apontam que o cenário competitivo evidencia a importância de estratégias de campanha mais robustas e mensagens claras para conquistar eleitores indecisos ou que hoje se declaram dispostos a votar em branco ou nulo — percentuais que também influenciam o quadro geral da disputa presidencial.
Por: Genivaldo Coimbra