Prohibição de Armas no Plenário da Alego
Na última terça-feira, 12 de setembro, Bruno Peixoto, presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), reforçou a proibição de armas no plenário da Casa, após um pedido do deputado Major Araújo (PL) para portar uma arma durante as sessões. A decisão ocorre em um momento de tensão crescente entre os parlamentares, marcada por um enfrentamento verbal entre Araújo e o deputado Amauri Ribeiro (PL).
Ao descartar a possibilidade de mudança nas regras, Peixoto afirmou: “A regra hoje é que ninguém pode entrar armado no plenário. Isso vai continuar apesar do pedido dele.” A declaração foi recebida em um clima de apreensão, dada a natureza conflituosa das últimas sessões.
A Troca de Ameaças
O requerimento de Major Araújo, que ocorreu poucos dias após um intenso confronto verbal em plenário, levantou preocupações sobre a segurança na Casa. Na sessão anterior, trocas de ofensas e ameaças culminaram na necessidade de encerrar a reunião, deixando os presentes em estado de estupefação. Peixoto revelou que a Assembleia tomará medidas rigorosas se os excessos continuarem.
Intervenção da Corregedoria
Além de contestar o pedido de Araújo, Bruno Peixoto informou que acionou a Corregedoria e o Conselho de Ética da Alego. Isso garante que quaisquer representações sobre o conflito entre os deputados sejam tratadas com a devida seriedade. “Conversei com o deputado Júlio Pina e pedi rigor nas análises e celeridade”, revelou o presidente.
Consequências para os Parlamentares
Peixoto enfatizou que comportamentos inadequados poderiam resultar em sanções. “Caso os parlamentares façam representações ou qualquer denúncia, tudo será analisado. E tenha certeza de que haverá punição caso excedam ou exagerem”, advertiu. Essa declaração sinaliza um compromisso firme com a ordem e o respeito nas interações legislativas.
O Contexto das Conflitações
A crescente hostilidade entre Major Araújo e Amauri Ribeiro não é um evento isolado. A disputa interna no PL goiano e críticas ao senador Wilder Morais parecem ter exacerbado a tensão. As ofensas trocadas e o convite para um confronto físico trouxeram à tona a necessidade urgente de um ambiente legislativo mais seguro e respeitável.
A Justificativa de Major Araújo
Major Araújo, ao defender seu pedido para portar arma, mencionou preocupações reais sobre a segurança no ambiente legislativo. Em suas palavras: “Apresentei um requerimento para que a mesa diretora me autorize vir para o plenário armado. A gente é alvo de ameaças, agressão.” Essa declaração reflete um clima de insegurança que não pode ser ignorado, apesar das regras estabelecidas.
O Futuro das Regras na Alego
A decisão de Bruno Peixoto em manter a proibição de armas no plenário será essencial para restabelecer a ordem e a segurança na Assembleia Legislativa de Goiás. Com os desdobramentos contínuos e a necessidade de manter um espaço seguro para o debate democrático, o futuro das interações entre os parlamentares permanecerá um tema de grande relevância.
Publicado por Maria Lucia.













