Rapper de 23 anos, filho de Marcinho VP, teve prisão preventiva revogada após decisão de ministro que considerou frágeis os argumentos para mantê-lo detido
O rapper Oruam, de 23 anos, teve um novo capítulo em sua trajetória nesta quarta-feira (25). O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu revogar sua prisão preventiva, atendendo a um pedido da defesa apresentado pelo advogado Gustavo Mascarenhas.
Na decisão, o ministro destacou que os fundamentos para a prisão do artista “revela-se insuficiente, em princípio, para a imposição da segregação antecipada”. Ele avaliou que os argumentos do tribunal de primeira instância eram “vagos”, apontando apenas publicações em redes sociais e uma possível tentativa de fuga. Outro ponto considerado foi o fato de o cantor ser primário e ter se entregado voluntariamente.
Oruam havia se apresentado à polícia em 22 de julho, após ter a prisão decretada por suspeita de associação ao tráfico de drogas e ao Comando Vermelho. O caso repercutiu fortemente, especialmente pela ligação familiar do artista: ele é filho de Marcinho VP e sobrinho de Elias Maluco, nomes conhecidos do crime organizado.
Mesmo assim, o rapper sempre negou envolvimento em atividades ilícitas. Antes de se entregar, gravou um vídeo que gerou ampla repercussão: “Não sou bandido”. Em outra publicação, reforçou: “Todos que gostam de mim, vou me entregar tropa, não sou bandido”.
A decisão do STJ reacende debates sobre os limites entre fama, presunção de inocência e a sombra das heranças familiares.
Por: Lucas Reis via CNN
Foto: Reprodução/Instagram