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Novo júri começa nesta segunda-feira (19) e terá laudos psicológicos e psiquiátricos como base da estratégia defensiva
A defesa de Felipe Gabriel Jardim Gonçalves apresentou, nesta segunda-feira (19), a linha central que será adotada no novo julgamento do réu no Tribunal do Júri de Goiânia. Acusado de matar o ex-sogro dentro de uma farmácia no Setor Bueno, em 2022, o caso volta a ser analisado com forte expectativa devido à repercussão nacional e à divulgação das imagens do crime.
Segundo nota divulgada pelos advogados, a estratégia defensiva será baseada na condição de saúde mental do acusado. A tese será sustentada por laudos técnicos e pelo apoio direto de profissionais especializados em Psicologia Jurídica e Psiquiatria Forense, que devem auxiliar na contextualização do comportamento do réu no momento dos fatos.
A defesa afirma que pretende apresentar aos jurados um histórico de transtornos mentais que, conforme os autos, acompanham Felipe Gabriel ao longo da vida. O objetivo é esclarecer as condições psíquicas em que ele se encontrava no dia do crime e discutir aspectos relacionados à imputabilidade penal ou possíveis atenuantes.
Os advogados sustentam ainda que a atuação busca assegurar o devido processo legal, o respeito à dignidade da pessoa humana e a análise criteriosa das provas apresentadas em plenário. A expectativa, segundo a defesa, é de que o julgamento ocorra de forma serena e técnica.
O crime aconteceu em 27 de junho de 2022, quando Felipe Gabriel entrou em uma farmácia no Setor Bueno e efetuou disparos contra o ex-sogro, o policial civil reformado João do Rosário Leão, de 63 anos. A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança, e o acusado foi preso dias depois.
Pôr: Genivaldo Coimbra