Mãe alega discriminação contra aluno com autismo e TDAH em Colégio Militar de Goiânia (Foto: Arquivo pessoal)
Família afirma que matrícula do adolescente foi bloqueada após abertura de processo administrativo
Uma mãe denunciou suposta discriminação contra o filho de 15 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e TDAH, no Colégio Estadual da Polícia Militar Naly Deusdará, em Goiânia. Segundo ela, o adolescente enfrenta assédio moral e teve a matrícula bloqueada para o ano letivo de 2026.
De acordo com a família, a restrição ocorreu após a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), mesmo com a existência de laudos médicos que comprovam a necessidade de acompanhamento especializado. A mãe afirma que o documento não foi encaminhado corretamente à Secretaria de Educação.
Ela relata ainda que o estudante teria sido alvo de humilhações dentro da unidade escolar, sendo chamado de “louco” e “doido” por servidores, além de ter sido submetido a isolamento em sala de aula e punições consideradas desproporcionais.
Segundo a denúncia, o jovem chegou a ser impedido de realizar refeições com os demais alunos e sofreu suspensões disciplinares. A mãe também contesta acusações feitas pela escola, afirmando que situações atribuídas ao filho foram posteriormente esclarecidas.
O caso chegou ao Ministério Público de Goiás, que constatou que a instituição não possui equipe multiprofissional nem elaborou o Plano Educacional Individualizado (PEI), obrigatório em situações de inclusão. A escola alegou seguir normas militares, argumento rejeitado pelo MP.
Em dezembro, o Conselho Estadual de Educação determinou a revogação do PAD e o atendimento adequado ao aluno, decisão que, segundo a família, não foi cumprida. A mãe afirma buscar a matrícula do filho em outra unidade, alegando que a permanência no colégio atual se tornou insustentável.
Por: Genivaldo Coimbra