Droga estava escondida dentro de equipamento industrial e foi descoberta pela Polícia Civil durante investigação em transportadora da capital
Uma carga de aproximadamente 50 quilos de cocaína foi apreendida pela Polícia Civil de Goiás após ser encontrada escondida dentro de um compressor industrial que seria enviado de Goiânia para Recife. A droga, avaliada em cerca de R$ 5 milhões, foi localizada antes mesmo de ser despachada por uma transportadora.
A ação foi realizada por equipes da Polícia Civil de Goiás, por meio da Central Geral de Flagrantes (CGF) da 1ª Delegacia Regional de Polícia. Durante diligências investigativas, os agentes identificaram uma carga suspeita armazenada no pátio de uma transportadora na capital.
O equipamento, um compressor com capacidade aproximada de 200 litros, havia sido enviado por uma empresa localizada no Setor Campinas e tinha como destino um homem no estado de Pernambuco. A carga chamou atenção dos investigadores, que decidiram realizar uma verificação mais detalhada.
Droga escondida com espuma expansiva
Após a apreensão, o compressor foi levado para a sede da CGF, onde os policiais perceberam uma abertura soldada no reservatório do equipamento. Ao romperem a vedação, encontraram o interior preenchido com espuma expansiva, material utilizado para dificultar a identificação da droga durante fiscalizações.
Durante a análise inicial, os investigadores localizaram um tablete de cocaína do tipo “escama de peixe”, conhecida pelo alto grau de pureza e grande valor no mercado ilegal.
Como a estrutura metálica do compressor dificultava o acesso ao interior do reservatório, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás foi acionado para auxiliar na abertura completa do equipamento.
29 tabletes de cocaína
Após a remoção da estrutura e a retirada da espuma expansiva, foram encontrados 29 tabletes de pasta base de cocaína, totalizando aproximadamente 50 quilos da droga.
Segundo a polícia, o material apreendido poderia render milhões no mercado do tráfico, caso chegasse ao destino final.
As investigações continuam para identificar quem enviou a carga, quem seria o destinatário e se há outros envolvidos no esquema de tráfico interestadual de drogas.
Por: Genivaldo Coimbra