Gabriel Leone: A Coragem de Transbordar na Música
Em uma conversa empolgante com o g1 Ouviu, Gabriel Leone compartilhou sua jornada musical com o lançamento do álbum Minhas Lágrimas. O artista, que já é reconhecido por sua talento na telinha e nas telonas, decidiu dar um novo passo em sua carreira, explorando canções menos populares de ícones da MPB, como “Segredo” de Djavan e “Quem há de dizer” de Lupicínio Rodrigues.
“A música sempre esteve comigo, quase tão forte quanto a atuação. O canto e o instrumento se tornaram ferramenta de trabalho”, declarou. O desejo de criar um projeto que refletisse sua essência foi um sonho que, segundo ele, amadureceu ao longo dos anos. Com uma coleção de mais de 3 mil discos, a paixão pela música é inegável. “Eu não queria fazer algo qualquer. Buscava por estrutura, por algo que tivesse significado.”
A Prioridade Continua Sendo a Atuação
Apesar de sua nova empreitada, Leone deixou claro que a atuação permanece sua principal prioridade. “Atuar é algo essencial para mim. É meu trabalho, e sou feliz por isso. Minhas Lágrimas é a realização de um sonho, e gostaria de fazer mais, mas não sinto pressão para realizar turnês ou novos álbuns imediatamente.”
A entrevista, que pode ser vista no formato de podcast e videocast, também oferece insights sobre seu trabalho como ator. Leone lembrou de suas experiências marcantes, como o impacto de “Verdades Secretas”, que o alçou ao sucesso, e “Velho Chico”, onde teve a chance de atuar ao lado de grandes nomes.
A Transição de Ator para Músico
“Quando fiz ‘Malhação’, pensei que poderia ser meu grande momento. Mas essa fase não me trouxe a visibilidade esperada”, revelou. A partir de “Verdades Secretas”, ele viu sua carreira mudar totalmente, ganhando espaço na indústria. “Foi uma troca. Velho Chico foi crucial, principalmente por ser uma novela das 9h, onde fui protagonista jovem.”
Além da fase musical, Leone se dedicou a se preparar intensamente para suas atuações, seguindo sempre a intuição, aberta ao novo. Ele compartilhou sua responsabilidade ao interpretar Ayrton Senna. “Não há outro brasileiro que tenha gerado tanta unanimidade popular. A pressão de contar sua história para novas gerações foi um dos desafios mais intensos que enfrentei.”
Novas Oportunidades no Cinema
No contexto de sua carreira no cinema, Leone também falou sobre a possibilidade de trabalhar em projetos internacionais, como a série Citadel. “É uma chance incrível de colaborar com artistas que admiro e crescer como ator”, disse, referindo-se à sua experiência com Stanley Tucci em uma de suas cenas.
“Tucci perguntou se eu era realmente brasileiro porque eu gostava de tocar. Sempre me diverti com nossas interações, algo natural para mim”, relembrou, pela sua abordagem lúdica durante a gravação.
O Crescimento do Cinema Nacional
Gabriel refletiu sobre sua participação no filme O Agente Secreto. “Quando li o roteiro, soube que queria fazer parte disso”, afirmou, celebrando seu papel no renascimento do cinema brasileiro. Ele acredita que o talento e a potencialidade estão se elevando, mesmo que isso não garanta indicações ao Oscar a cada ano. “Isso não é o que mais importa, mas é um sinal do que temos a oferecer.”
Com uma carreira repleta de reviravoltas e crescimento, Gabriel Leone demonstra que a arte é um reflexo de sua vida e que, com coragem, é possível transbordar e realizar sonhos.