Prefeitura de Goiânia Encaminha Reajuste de 5,4% para Servidores da Educação
Na segunda-feira, 11 de setembro, o prefeito em exercício de Goiânia, Anselmo Pereira (MDB), enviou à Câmara Municipal um projeto de lei que propõe um reajuste de 5,4% nos salários e benefícios dos servidores da rede municipal de Educação. Este aumento, se aprovado, entrará em vigor a partir de 1º de maio de 2026, coincidentemente um dia antes da paralisação programada pelos profissionais da área, que ocorrerá em 12 de setembro.
O Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sintego) expressou preocupação quanto à viabilidade do plano de carreira dos servidores administrativos, apontando que sua implementação depende de estudos que ainda precisam ser realizados.
Reajuste Acompanha Piso Salarial Nacional
O reajuste proposto alinha-se à evolução do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público para 2026. Além do aumento do salário base, a proposta também inclui a elevação nos benefícios, como a Gratificação de Regência de Classe e o Auxílio Locomoção, impactando a legislação que data de 2000.
Esta medida foi vista como um passo positivo para valorizar os profissionais da Educação, um desejo reiterado tanto por Anselmo Pereira quanto pelo prefeito Sandro Mabel (UB).
Tribunal de Justiça e Greve Educacional
O envio do projeto ocorre em meio à mobilização pela greve que compreende professores e servidores administrativos das mais de 370 escolas municipais, incluindo creches e Cmeis. A decisão pela paralisação foi aprovada em assembleia no dia 7 de setembro, criando um cenário tenso entre as partes envolvidas.
Recentemente, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás acatou um pedido da prefeitura que exige que ao menos 70% do pessoal administrativo permaneça em atividade durante a greve. Essa decisão visa minimizar o impacto da paralisação sobre as atividades escolares.
Liminar e Comunicação da Greve
A greve foi previamente comunicada em conformidade com os prazos legais. O TJGO reconheceu a legitimidade do movimento, embora tenha imposto multas em casos de obstrução às atividades escolares. A Justiça também demandou um plano que assegure a continuidade das atividades educacionais e a proteção dos serviços essenciais, como a alimentação escolar.
A presidente em exercício do Sintego, Ludmylla Morais, afirmou que todas as exigências legais foram atendidas e reforçou a mensagem de que a greve é considerada legal.
Avanços na Educação com Nova Gestão
A nova administração de Sandro Mabel encontrou a rede educacional com graves problemas, como déficit de vagas e estruturas envelhecidas. Desde então, a prefeitura anunciou a criação de 10 mil novas vagas na Educação Infantil e conquistou o Selo Ouro do Compromisso Nacional com a Alfabetização, uma honra recebida pelo segundo ano consecutivo.
Investimentos significativos, como os R$ 2 bilhões destinados à rede em 2025, foram mobilizados para garantir o piso salarial nacional dos professores e a data-base dos servidores administrativos.
Compensação Financeira e Bônus
No final do ano passado, a gestão também lançou um bônus que variava entre R$ 5 a R$ 10 mil para os profissionais da educação, totalizando R$ 79 milhões em investimentos. Para 2026, o município se prepara para viabilizar o impacto financeiro necessário para o cumprimento do piso salarial e os reajustes requeridos.
As medidas implementadas visam não apenas a melhoria salarial, mas também a transição para um cenário educacional mais robusto e sustentável em Goiânia.
Publicado por Maria Lucia