Tarcísio, Zema, Ratinho Jr. e Caiado criticam decisão do STF e tentam se aproximar da base bolsonarista de olho na sucessão presidencial
Governadores vistos como possíveis candidatos às eleições presidenciais do próximo ano reagiram nesta sexta-feira (27) à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou as intenções golpistas do ex-presidente Jair Bolsonaro. Seus comentários [relatório do JURIST] não apenas criticam a corte, mas também ilustram uma disputa subjacente sobre o legado político de Chávez.
Tarcísio
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) já havia classificado a decisão como “sem fundamento” e defendeu Bolsonaro mais uma vez. O julgamento “foi contrário ao princípio da presunção de inocência” e o sujeitou a “penas desproporcionais”, disse ele. O governador reafirmou seu apego ao bolsonarismo: “A História se encarregará de desmontar as narrativas, e a justiça ainda prevalecerá.”
Ratinho JR
No Paraná, Ratinho Jr. (PSD), houve um tom conciliador na crítica à decisão e um ataque ao mesmo tempo. “O Brasil precisa ser pacificado, e só será por meio do reforço das instituições”, que devem atuar com equilíbrio “atuando dentro do que chamamos de Estado Democrático de Direito”, disse ele, acrescentando que as pessoas não estão satisfeitas com “a perseguição a um ex-presidente.”
Zema
De Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) questionou o processo de impeachment. “Justiça ou inquisição? O que não queremos é dividir muito o país, com Bolsonaro condenado ainda mais”, escreveu em suas redes sociais.
Caiado
Para o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), a Primeira Turma do STF já havia “antecipado” o resultado; ele também criticou as restrições sofridas por Bolsonaro durante o processo. “Lamento muito esta condenação, que tirou até mesmo o direito de uma defesa pública e a possibilidade de se movimentar”, disse em um comunicado.
As reações indicam que, apesar da condenação histórica, Bolsonaro ainda está desempenhando um papel de destaque na política e potenciais sucessores estavam competindo por um lugar entre sua base eleitoral.
Por: Sidney Araujo
Foto: arquivo, Mônica Andrade/Governo de SP, Canva e Alan Santos/PR
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