Ministra do STF rebateu advogado e reforçou que o TSE nunca cogitou mudar o sistema eletrônico
A ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reafirmou nesta terça-feira (14) a confiança nas urnas eletrônicas e negou que o tribunal tenha considerado a adoção do voto impresso. A declaração foi feita durante o julgamento de um dos núcleos da denúncia sobre a tentativa de golpe após as eleições de 2022.
A resposta foi direcionada ao advogado de um dos réus, que afirmou que o TSE teria discutido o voto impresso. A ministra, porém, deixou claro que o tema “nunca foi cogitado” pela Justiça Eleitoral e que o debate ocorreu apenas no Congresso Nacional, sendo posteriormente declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Cármen Lúcia também reforçou que defender o sistema eletrônico é defender a democracia e a confiança do eleitor brasileiro. Segundo ela, a liberdade de expressão não pode ser usada para espalhar dúvidas ou ataques infundados ao processo eleitoral.
O julgamento, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, investiga a atuação de grupos que teriam disseminado notícias falsas e ataques virtuais para enfraquecer as instituições democráticas.
Por: Genivaldo Coimbra
Foto: CNN Brasil