Transferência de criminosos do Rio de Janeiro reforça o sistema federal de segurança máxima e chama atenção pela presença de Beira-Mar na mesma unidade
A manhã desta quarta-feira (12) foi marcada por uma grande operação de segurança no Rio de Janeiro. Sete detentos apontados como líderes do Comando Vermelho (CV) foram transferidos para o presídio federal de Catanduvas, no Paraná, o mesmo onde cumpre pena Fernandinho Beira-Mar, um dos nomes mais conhecidos do crime organizado no país.
A penitenciária de Catanduvas foi inaugurada em 2006 justamente para abrigar Beira-Mar, que no Sistema Penitenciário Federal (SPF) é identificado como “o detento 01”. Desde então, o criminoso já passou por outras unidades federais, mas retornou ao Paraná em março do ano passado, depois de ter ficado preso em Mossoró (RN).
A transferência dos sete chefes do tráfico foi feita sob esquema rígido de segurança. Eles deixaram o Rio em comboio, escoltados até a Base Aérea do Galeão, na Ilha do Governador, onde foram entregues à Polícia Federal. De lá, embarcaram para o Paraná em voo com agentes penitenciários federais. Durante toda a viagem, permaneceram algemados e sob vigilância constante. O trajeto até Catanduvas levou aproximadamente uma hora e meia.
O Brasil conta com cinco presídios federais, administrados pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, ligada ao Ministério da Justiça. As unidades ficam em Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO), Mossoró (RN) e Brasília (DF).
Essas prisões de segurança máxima recebem chefes de facções e condenados de alta periculosidade. Atualmente, o sistema federal abriga cerca de 500 detentos em todo o país. O Rio de Janeiro é o segundo estado que mais envia criminosos para essas unidades, reforçando a estratégia de isolamento das principais lideranças do crime organizado.
Por: Genivaldo Cooimbra
Foto: Divulgação/Governo do Estado do RJ