Astro dos anos 90 perdeu espaço após fracasso de ação que expôs sua má convivência nos bastidores
Nos anos 1990, Steven Seagal era celebrado como um dos principais heróis de ação de Hollywood. Especialista em artes marciais e dono de uma persona imbatível nas telas, o ator conquistou sucesso mundial com produções como A Força em Alerta, que chegou a receber indicações ao Oscar em categorias técnicas. Porém, o prestígio conquistado em poucos anos se desfez rapidamente — e um título em especial tornou-se símbolo de sua derrocada: No Corredor da Morte.
Lançado pela Columbia Pictures, o longa marcou a virada negativa na carreira do ator. No filme, Seagal interpreta Sascha Petrosevitch, um criminoso que se vê preso, alvo de uma sentença de morte e envolvido em uma emboscada terrorista dentro da penitenciária. Apesar da premissa de ação típica dos anos 2000, a produção se mostrou um fracasso de bilheteria e de crítica, com avaliações que destacavam sua execução genérica e sem energia. Roger Ebert chegou a classificar o longa como “um alarme que toca sem que ninguém perceba”.
Mas não foi apenas o desempenho do filme que comprometeu Seagal. Sua reputação problemática nos bastidores pesou ainda mais. O diretor Don Michael Paul revelou que o ator faltava às gravações e raramente interagia adequadamente com a equipe, forçando o uso constante de dublês. “Não trabalharia com ele novamente sob nenhuma circunstância”, declarou.
Com portas fechadas, Seagal passou as duas décadas seguintes restrito a produções de baixo orçamento, recusando inclusive Os Mercenários por não “gostar das pessoas envolvidas”.
Por: Lucas Reis
Foto: Divulgação